PONTO DO SENTIDO


  




Com esse Blog desejamos promover o Desenvolvimento, através do Patrimônio Cultural local, buscando a mobilização social, criar um link entre os protagonistas locais para o fortalecimento e a diversificação da economia local. Chamado PONTO DO SENTIDO.


Criar um ponto de encontro, informação e diálogo sobre sua comunidade. É uma proposta de desenvolvimento local. Superar desafios que a sociedade contemporânea coloca para os diversos agentes é a proposta do Ponto do Sentido. Conhecer a história do seu bairro. Aliar a valorização das histórias de vida da comunidade ao desenvolvimento local. Somar experiências para a formação de lideranças comunitárias com o propósito de construir, organizar e socializar. Proporcionar o desenvolvimento de pessoas para a sociedade do conhecimento procurando representar sua comunidade. desta forma, ela se torna uma ferramenta importante para o desenvolvimento local.

E com a vontade de criar esse ponto de encontro que a princípio é virtual, mas temos essa proposta física. Por acreditar que é inspirador associar o entretenimento à educação. Enquanto a criança se diverte no parquinho, observam visitantes se interessarem pela história de sua localidade. Com essa apresentação, O Centro de Memória.















1579 - SESMARIA GUARATIBA


Foi em 3 de março de 1579, que Manoel Veloso Espinha recebeu do rei de Portugal por Carta pelas mãos do Cardeal D. Henrique na capitania de São Vicente, a terra denominada Guaratiba pelos índios Tupinambás.











Guaratiba é uma palavra originada do Tupi que significa local onde há muitas garças, esse nome foi dado pelos tupinambás. Ainda hoje vemos muitas garças pelos manguezais da região. Pedra de Guaratiba é um bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.






Como lugares históricos temos:


 SAMBAQUIS EMBRATEL E ZÉ ESPINHO HÁ 2.260 ATRÁS


Os Sítios Arqueológicos são característicos da Costa Americana e estão também presentes na região do bairro de Pedra de Guaratiba, como o Sambaqui do Zé Espinho e o da EMBRATEL (Figura 5 A e B), localizados, respectivamente, na Área de Proteção Ambiental (APA) da Brisa e no Centro Tecnológico do Exército Brasileiro (CTEX), datando de 2260 e 1180 anos, respectivamente. Neste estudo pode-se observar que apesar de existir uma demarcação precária com cercas de madeira, delimitando a área dos Sambaquis, estes encontram-se desprotegidos e desprezados pelo poder público, uma vez que sua preservação ainda está garantida por estar localizado no interior do CTEX. Contudo, um achado desta importância deveria fazer parte de, no mínimo, um roteiro turístico-educacional, gerando cultura e renda para a população local, como acontece com outros Sítios Arqueológicos internacionais.



(A) Aspecto do Sambaqui EMBRATEL localizado no Centro de Tecnologia do Exército Brasileiro
(CTEX; (B), Sambaqui Zé Espinho localizado na APA da Brisa, na região do bairro de Pedra de Guaratiba na Cidade do Rio de Janeiro.

1628 - RIO PIRAQUÊ COMO MARCO DIVISÓRIO

Em 27 de abril de 1628, os irmãos Manoel Veloso Espinha Filho e Jerônimo Veloso Cubas, decidem dividir as terras herdadas do pai em duas partes. Manoel fica com a parte leste Barra de Guaratiba e Jerônimo fica com a parte norte Pedra de Guaratiba.


1628 - IGREJA NOSSA SENHORA DO DESTERRO 





Os rastros de memória indicam que o casal de fazendeiros Jerônimo Velloso Cubas e sua esposa, Beatriz Alves Gago possuía em sua companhia uma índia muito idosa, cega e doente. Certa manhã a índia disse aos seus patrões que Nossa Senhora havia pedido que erguessem uma igreja à beira da praia, num lugar onde havia muitos craveiros. O casal, porém, não acreditou e certo dia a tal índia amanheceu relatando que Nossa Senhora havia lhe restituído a visão e a saúde para que seu pedido fosse atendido. Convencidos, foram imediatamente para a beira da praia até que acharam o lugar indicado, com uma grande quantidade de craveiros. Entre eles havia um com um lindo pendão com três cravos, o qual foi colocado entre as mãos da virgem Maria. Estas flores permaneceram vivas durante anos como na hora em que foram colhidas.


As permanências de memória, coletadas em entrevistas, repassam ainda que, passados alguns anos, os religiosos do Carmo quiseram mudar a Capela para frente do convento onde residiam. Iniciando a obra, tudo quanto se trabalhava durante o dia, quando amanhecia, se achava destruído como se tal obra não tivesse começado. Assim sendo perceberam que Nossa Senhora não queria que sua Igreja fosse mudada do local onde até hoje permanece.










A Capela tem um estilo barroco colonial, sua fachada principal é precedida por quatro degraus semicirculares. A portada, guarnecida por duas colunas e frontão curvo interrompido, é ladeada por duas janelas de verga alteada, com vidraças de guilhotina e folhas inteiriças abrindo para dentro. Este conjunto é encimado por duas janelas semelhantes, porém menores, correspondentes ao coro. O frontispício, com cunhais em suas extremidades, é arrematado por cimalha em alvenaria branca que sustenta, no trecho central, um frontão semicircular. O parâmetro é todo revestido de azulejos estampilhados com decoração azul sobre fundo branco.



A parte interna da capela está preservada com o altar mor preservado uma pia batismal de concreto com pintura à óleo de São João Batista batizando Jesus Cristo e logo acima uma estátua de gesso da sagrada família simbolizando o desterro

















O teto. em abóbada de berço, é decorado com pinturas florais ingênuas em cores fortes, o piso em ladrilho hidráulico é do século passado.

O HISTÓRICO E A SITUAÇÃO ATUAL DA BANDA DE MÚSICA DEOZÍLIO PINTO



Em entrevista informal, Venâncio Manuel Pinto, maestro da banda, sobrinho-neto do Patrono da Banda Deozílio Pinto, informou que em 10 de março de 1870, mestre Fabrício veio à Pedra de Guaratiba junto com um Circo de Cavalinhos. E depois que o tal circo levantou acampamento, juntou ao seu grupo alguns músicos já existentes na comunidade, ele organizou a primeira banda de música que se mantém ativa na região.


A sede da banda Deozílio Pinto é contemporânea com influência neocolonial, Na entrada; uma varanda, com uma porta de ferro simples, de um lado; dois basculantes de ferro, uma janela com quatro bandeiras, uma porta balcão de ferro, um salão com duas águas.


A Banda de Música Deozílio Pinto já possui 142 anos de história e sua sede com 38 anos, pode ser considerado um Patrimônio Cultural do local.

Imagem relacionada

Deozílio Manoel Pinto, que deu nome à banda, assumiria a direção em 1905. Autodidata, deixou um grande número de composições, entre missas, aberturas, fantasias, romances, marchas religiosas, valsas, quadrilhas, mazurcas, polcas, dobrados e até o ritmo que se tornaria o mais popular no país, o samba. Deozílio conduziu a banda até 1936, quando faleceu e, em 1947, seu filho Nestor Manoel Pinto assumiu a direção musical, defendendo a instalação de uma sede própria. Mestre Nestor, então, filiou-se à colônia de pescadores da Pedra de Guaratiba e obteve grande apoio da comunidade, criando oficialmente a Sociedade Musical Deozílio Pinto, cuja sede foi construída no início da década de 1980 na Pedra, onde está até hoje. Em 2007, passou a ser considerada Patrimônio Cultural do Estado.
A Sociedade Musical Deozílio Pinto, de Pedra de Guaratiba, sob a regência do maestro Venâncio Manoel Pinto, pai de Beethoven Pinto, que já se apresentou na Sala Cecília Meireles na IV Maratona de Bandas do Rio de Janeiro. No bairro, está sempre atuando em missas e festejos (Figura 8 F).
Em sua sede, o filho do Maestro, Beethoven Pinto, desenvolve um trabalho sociocultural, lecionando música para os jovens da comunidade. Muitos de seus alunos já compõem o quadro de músicos da Banda, dando continuidade ao trabalho iniciado pelo Maestro Deozílio.

A HISTÓRIA DA SEDE DA COLÔNIA DOS PESCADORES Z-14 NO BAIRRO DE PEDRA DE GUARATIBA

É uma organização dos pescadores onde se organizam para lutar em favor dos seus direitos unem para debater os direitos e deveres melhorias para os sócios de trabalhadores. O trabalho da Colônia hoje é acompanhar a documentação dos pescadores em atividade para aposentadoria. Do jeito que está caminhando acabará o pescador profissional, diariamente, despejo de esgoto doméstico e industriais são lançados no mar de Pedra de Guaratiba. A falta de fiscalização, falta de Políticas Públicas estão afastando cada dia mais o pescador artesanal do seu ofício. Que se sente cada dia mais desvalorizado e não incentiva seus filhos a continuar esse ofício.




O Presidente da Colônia Fábio Pedroso fala sobre o momento atual da Colônia e a falta de investimentos do poder público e quando é questionado sobre qual seria o trabalho da Colônia Z-14 atualmente, ele responde que: "O trabalho da Colônia hoje é acompanhar a documentação dos pescadores em atividade para aposentadoria. Do jeito que está caminhando acabará o pescador profissional, diariamente, despejo de esgoto doméstico e industriais são lançados no mar de Pedra de Guaratiba. A falta de fiscalização, falta de Políticas Públicas estão afastando cada dia mais o pescador artesanal do seu ofício. Que se sente cada dia mais desvalorizado e não incentiva seus filhos a continuar esse ofício."





Os grupos sociais pouco interagem, retardando a organização cultural da comunidade, que deve ser construída passo a passo, utilizando-se a linha do tempo para alicerçar a história de vida, onde os hábitos e costumes, manifestações, expressões, sentimentos e outros estão inseridos, identificando cada componente desse local determinando o seu modo de viver e de ser. Portanto, acredita-se que: se as pessoas têm conhecimento de suas próprias raízes e sabem da relevância das mesmas para suas vidas, passarão a valorizar esse conhecimento transmitindo-o para as futuras gerações. Isso gera turismo sustentável, renda, cidadania e desenvolvimento.

2009 - MERCADO DE PEIXE DA PEDRA DE GUARATIBA NECO RUSSO

INAUGURADO EM 30 DE MAIO.









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