PRAÇA DO RODO - PEDRA DE GUARATIBA/RJ


1917 - O BONDE FAZIA O RODO NA PRAÇA VILA FORMOSA. HOJE DR. RAUL CAPELLO BARROSO (PRAÇA DO RODO)


 

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A Praça Dr. Raul Capello Barroso, mais conhecida como a Praça do Rodo, devido a ter sido o ponto de retorno dos bondes no trajeto Campo Grande- Pedra de Guaratiba é um local adequado para a criação de um Espaço de memória, em que a população se reúne para socializar e divulgar os Bens imateriais desta região, como as Mulheres de Pedra, com seus artesanatos e suas reivindicações; o Balé da Dona Adélia, que faz um trabalho social pela dança com crianças de três a 16 anos; a Capoeira do Cabeleira, que faz suas demonstrações e também realiza trabalhos sociais com crianças, jovens e adultos independente de vulnerabilidade, visando o fortalecimento da identidade; a turma do “Street Dance” e os “B. Boys”, temos Renan como protagonista que realizam o movimento musical denominado de “HIP-HOP” que consiste em musicalizar letras e expressões do que se sente sobre determinado assunto, que se denomina “Batalha dos MCs”, na verdade são poesias urbanas, com temas socioculturais, entre outros movimentos socioculturais urbanos.



 Todas estas expressões da cidadania são realizadas à céu aberto, sem proteção das intempéries, que muitas vezes impedem a manifestação, ou simplesmente, acelera o seu término impedindo a conclusão da maturidade do tema abordado. Estas situações desestimulam o povo a exercitarem a divulgação das memórias populares.  Devido a estes entraves no processo de repasse de memórias afetivas, foi elaborado um espaço de memória, onde se projetou um protótipo em que as paredes permitiram ao povo, mesmo fora do processo, a conhecerem o que se está desenvolvendo, por meio de telas (Figura C), assim como mantém a atmosfera do meio ambiente, de forma natural.

Como símbolo de identidade, elaborou-se um painel onde cada popular, com a sua vontade e devida permissão oficial, por meio de manifestação por escrito, será representado por sua fotografia. Este fato tem como intenção caracterizar o espaço como de todos (Figura C). Procurou-se harmonizar o espaço já existente, o parquinho, com a nova proposta de um anfiteatro para que se desenvolvam as memórias da população, por meio das manifestações artísticas, culturais e políticas (Figura D e E). Foi projetado um painel para uma das laterais com um pensamento que convidasse o povo a participar do repasse da memória afetiva do bairro de Pedra de Guaratiba, como um “Ponto do Sentido” desta população (Figura F).
“Os centros de memória aparecem também como fiadores da responsabilidade histórica. Tal argumento está ligado a ideia de que as organizações não são apenas produtoras de bens e serviços, mas também de significados socioculturais” (CAMARGO; GOULART, 2015, p. 81).


ELABORAÇÃO E MATERIALIZAÇÃO DO ESPAÇO DE MEMÓRIA LOCAL
A população das periferias não possuem oportunidades de conhecimento de valores da comunidade local e, portanto, não criam hábitos de observação da sua historicidade. Por isso da necessidade de se construir um espaço onde se discuta a aprenda a caminhada civilizatória do seu entorno.
 Para tanto, utilizou-se para a elaboração da maquete da proposta de um Espaço de Memória uma área de 360m2 existente na praça principal do bairro de Pedra de Guaratiba, num ponto de encontro já existente e estabelecido pela população como um referencial de reuniões, com brinquedos para a população infantil, onde a comunidade expõem suas artes, de diferentes temas, mas de forma desorganizada e individualizada, sem critério de coletivo e sem registro de memórias afetivas e, ou, históricas.
 O espaço arquitetônico proposto deveria ter amplitude de visão para o exterior o que permitiria a visualização das manifestações culturais para todos os que habitantes, mesmo que sem estarem no contexto do evento. Por isso a escolha de tela nas paredes laterais. Assim como o registro de sua participação, de forma voluntária, num painel onde suas fotos estariam depositadas, demonstrando empoderamento do local pelos seus habitantes.
 O espaço das programações seria contínuo ao espaço lúdico, de forma a facilitar a criação do hábito de uma vivência cultural nas populações infanto-juvenis.



"O turismo é causa-efeito de uma dinâmica humana, entre deslocar-se e permanecer. Novos modos de ação humana surgem, concomitantemente, quando modos de agir tradicionais estão desaparecendo. Cria -se, a partir daí um gap, uma lacuna que deve ser preenchida. Assim, é necessário incorporarem-se ao debate científico outras racionalidades, além da utilitarista econômica, onde possam emergir saberes locais e a dimensão tácita do conhecimento, incutidos nas comunidades autóctones, mesmo se estes últimos ainda forem de difícil verbalização."(CIOCE, 2007 pág. 162)


1957 - ABRIGO EVANGÉLICO DA PEDRA DE GUARATIBA/RJ
FUNDADO EM 21 DE ABRIL DE 1957


A ideia do Abrigo Evangélico da Pedra de Guaratiba, nasceu da necessidade do Sr. Abílio Augusto Biato, presbítero da Igreja Evangélica Fluminense, perdera a sua esposa e leal companheira, Sra. Leopoldina Novaes Biato, deixando órfãs 07 crianças, que diante dessa situação precisou internar três de seus filhos num colégio em Lavras - MG. Ao perceber essa necessidade, iniciou -se várias campanhas, onde teve um grande encontro em 21 de abril de 1927, no Jardim Zoológico e foi essa a primeira festa do abrigo.


Essa instituição tem como objetivo a assistência, em regime de abrigo, de crianças de ambos os sexos, em situação de abandono, negligência, risco nutricional e social, trazidas pelo juizado da 2ª Vara da Infância e da Juventude e Conselhos Tutelares da Zona Oeste. (ORFANATO PEDRA DE GUARATIBA, 2018).

A manutenção do orfanato vem sendo feita através das ofertas das igrejas; sócios mantenedores; Festa de 21 de abril, doações de particulares; receita de aluguel; doações da Campanha Nacional da Criança; durante algum tempo foi incluído no programa da Kindernothilfe, entidade evangélica alemã que trabalha com o sistema de apadrinhamento de crianças no mundo inteiro.
Atualmente recebem bebês de zero a três anos de idade.

“Á Ti se entrega o desamparado; Tu tens sido o defensor do órfão”. Salmo 10:14b.

Pr. Josué Barbosa Cordeiro - Presidente do AEPG

1989 - FUNDAÇÃO XUXA MENEGUEL
FUNDADA EM 12 DE OUTUBRO DE 1989.




Outro bem material desta região que presta serviço social a população, cuja sede foi inaugurada no final do Século XX, em 12 de outubro de 1989, foi a Fundação Xuxa Meneghel, instalada em Pedra de Guaratiba, modificando a vida de várias famílias carentes, à partir de 2017, passou a ser patrocinado pela Prefeitura e recebeu o nome de Fundação Angélica Goulart, sua antiga diretora que faleceu em 13 de julho de 2016 (REDE NÃO BATA EDUQUE, 2018.)




PIER - 2004 - INAUGURADO 09 DE DEZEMBRO DE 2004



O Pier da Pedra de Guaratiba - Um deque com cinco mil metros quadrados, todo em madeira, um espaço de lazer encantador criado em 09/12/2004 é um ponto de referência e de afeto dos visitantes. É referência aqui em Pedra de Guaratiba como paisagem cultural.



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